A Blogueira

Sou uma carioca cunhada em Sampa, formada em Comunicação Social pela PUC-SP, bailarina de dança clássica Odissi, blogueira e jornalista em movimento.

Quando tinha dois anos, fui morar com a minha família em San Antonio, Texas. Lá aprendi o meu primeiro idioma, o inglês. Desde então, tenho fascínio por novas línguas e culturas. Aprendi um bom espanhol na Flórida, descobri que os parisienses guardam queijo do lado de fora da janela durante o inverno e que “olá” em mandarim é “ni hao”! Fora toda a gama de palavras em hindi, como “dhanyavad”, obrigada, e “namaste”!

No quesito dança, fui uma das poucas meninas de 15 anos dançando entre trintões e quarentões de Ivaldo Bertazzo. Nunca vi talento maior para colocar em prática a teórica coordenação motora! Passei pela capoeira, da qual tenho saudades até hoje… salve mestre Cobrinha! Depois tive uma fase “acadimia”, em que fazia yoga, body pump e street dance tudo numa tacada só. Do yoga, fui parar no Odissi, onde estive por encantadores 8 anos… E sabe como? Digitando “dança indiana” no Google! Geração X ou Y? Depois do profundo e colorido mergulho na cultura hindu, caí na roda da dança e música brasileiras…finalmente avistei as Índias Ocidentais, ora pois! Uma brincadeira “besta” e sábia que me fez respeitar ainda mais o rico imaginário brazuca. Depois disso, pasmem!, fiz “deep spinning” (nome fino para hidroginástica) e costumo dizer que dancei dentro d’água…numa “galinhada” lúdica e muito prazerosa. Por um tempo, decidi por uma dança de salão elegantésima e de origem popular, que une exercício físico a momentos de puro deleite com o meu par-marido: a gafieira. Só de falar me dá um ziriguidum…! E hoje depois de algumas voltas que o mundo dá, volto às aulas regulares de Odissi e descubro que a vida é mesmo cíclica…ou melhor, espiralada, porque com certeza redescubro essa dança sagrada de outro modo, com ainda mais respeito e amor.

Vi e vejo muita dança também. Desde o brasileiríssimo Grupo Corpo, até a genialidade singular de Pina Bausch, a explosão de centros de gravidade do balé de William Forsythe, a meditação dionisíaca da dança butô, a “nordestinidade” corporal de Marcelo Evelin, a cosmogonia de Ismael Ivo…entre tantas outras. Danço com eles no escuro. E lá se vão mais de 10 anos de olho e alma na dança…

Fora a dança, ousei tocar sitar, falar mandarim, fiz curso de fotografia, mito, imagem e movimento, blog e videorreportagem.

E tambem já trabalhei muito… Fui redatora de um site de políticas culturais, vendedora de livros infantis (meu preferido!), coordenadora de marketing e eventos de uma livraria, assesoria de imprensa de projetos comunitários e até tradutora-intérprete de coreógrafo fui! Meu último posto oficial foi como repórter na revista da TAM, experiência que cultivo até hoje, buscando sempre encaixar pautas de dança, claro. Hoje, sou diretora-fundadora da Abarca Comunicação, empresa que vai do jornalismo independente à assessoria de imprensa (o site é esse aqui: +). Gozo de uma vida mambembe (como bem definiu um colega de profissão) e transito entre textos, viagens, livros, vídeos, esse blog que amo e a arte que me move. Afinal, quem disse que temos uma profissão só?

Sou casada, não tenho filhos (ainda!), plantei uma tamarindeira…produzi um minidocumentário na Índia (Odissi, Dança Divina) e passei a virada desta década num barco sobre o rio Amazonas, outra paixão!

Mais sobre Dança Indiana Odissi

Sou bailarina solista de dança clássica Odissi, jeito chique de dizer que há mais de 10 anos me dedico a essa arte essencialmente solo – o que por vezes pode se tornar meio solitário, mas é assim que o bailarino-ator alcança o seu máximo nessa arte dramatúrgica e muito sofisticada. Complemento essa pesquisa com conhecimentos em balé clássico, jazz, contemporâneo, danças brasileiras e reeducação do movimento. Como “cidadã-dançante”, atuei nos espetáculos Ciranda dos Homens, Carnaval dos AnimaisTem Kathak no Tacacá e Tupi Tu És, do mestre Ivaldo Bertazzo. Com o Grupo Padmaa, dirigido pela professora Silvana Duarte, atuei no espetáculo Padma Nabham – Ventre de Lótus, entre outros. Em 2009, estive em Orissa, na Índia, berço do Odissi, onde estudei com a professora Aruna Mohanty, bailarina da primeira geração de alunos do guru Kelucharan Mohapatra. De volta ao Brasil, como já contei, realizei com o produtor de cinema Rodrigo Moraes (meu marido), a exposição de fotos autorais Índia, um gesto no olhar e o minidocumentário Odissi, Dança Divina.

Aqui o doc:

E aqui um video da expo:

 

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